Toda Copa do Mundo tem jogadores que chegam com o hype nas alturas e vão embora com uma mala cheia de desculpas. Grandes nomes, expectativas impossíveis, desempenho decepcionante. Estes são os 10 jogadores mais supervalorizados que vão pisar em campo na Copa do Mundo 2026. Não estou dizendo que são ruins. Estou dizendo que não vão entregar o que prometem. E se você apostar neles, vai perder dinheiro.

10. Jude Bellingham (Inglaterra)

Espera. Bellingham supervalorizado? Sim. Não pelo talento — que ele tem de sobra — mas pelas expectativas. Desde que chegou ao Real Madrid, Bellingham carrega o peso de ser “o próximo tudo”. Mas na Eurocopa 2024 foi um fantasma até aquele gol de bicicleta contra a Eslováquia. A Inglaterra espera que Bellingham seja Maradona em ‘86. E Bellingham é muito bom, mas não é isso. Num torneio longo, com o peso de uma nação historicamente decepcionante, as chances de ele desaparecer num jogo decisivo são altas.

9. Pedri (Espanha)

O menino prodígio da Eurocopa 2024 teve uma temporada irregular no Barcelona. As lesões interromperam seu ritmo em momentos-chave, e o Pedri que domina uma partida de clube nem sempre aparece no cenário da seleção nacional, onde o ritmo e a intensidade são diferentes. A Espanha depende de Pedri para ser o cérebro da equipe. Se ele tiver uma noite apagada — e tem — o plano de jogo desmorona.

8. Kylian Mbappé (França)

“Mbappé supervalorizado?” Sim, no contexto do que se espera dele na Copa do Mundo. Desde sua chegada ao Real Madrid, Mbappé foi brilhante às vezes e invisível às vezes. O Mbappé da Copa do Mundo 2022 — quatro gols na final — é um padrão que provavelmente não vai repetir. Aos 27 anos deveria estar no auge, mas seu desempenho em jogos de alta pressão com o Madrid foi inconsistente. A França precisa do Mbappé das noites mágicas. O que provavelmente terá é o Mbappé dos jogos de liga.

7. Phil Foden (Inglaterra)

Foden com o Manchester City é um gênio tático que encontra espaços que não existem. Foden com a Inglaterra é um jogador perdido que não sabe onde se posicionar. A desconexão entre seu desempenho no clube e na seleção é alarmante e permanece irresolvida há anos. Guardiola sabe exatamente como usá-lo. Os técnicos da Inglaterra, não.

6. Federico Valverde (Uruguai)

Valverde é um monstro no Real Madrid. Corre mais do que ninguém, chega à área adversária, marca gols. Mas com o Uruguai, é usado em funções diferentes, e o Valverde que destrói jogos da Champions League vira um jogador funcional mas não decisivo com a seleção. O Uruguai tem um bom elenco, mas esperar que Valverde seja o motor da equipe como é no Madrid pede demais quando o sistema ao redor é completamente diferente.

5. Vinícius Jr. (Brasil)

O melhor jogador do mundo no Real Madrid. Um enigma com a camisa do Brasil. Vinicius com o Brasil não teve nenhum torneio em que fosse o jogador decisivo que todos esperam. No Catar 2022, foi discreto. Na Copa América, irregular. A ausência de um sistema que o potencialize como faz Ancelotti é o problema, mas a expectativa de que será “o Vinicius do Madrid” com o Brasil é pura supervalorização.

4. Harry Kane (Inglaterra)

Kane marca gols. Sempre. Em todo lugar. Exceto em finais e semifinais de torneios importantes com a Inglaterra. O maior artilheiro da história da Premier League e do Bayern de Munique nunca ganhou um título importante. Há algo entre Kane e os jogos decisivos que não funciona. Ele tem 32 anos, o corpo começa a cobrar, e a pressão de ser “a última chance” pode ser mais do que seus ombros suportam.

3. Aurélien Tchouaméni (França)

O meia que deveria ser o sucessor de Kanté e Pogba tem sido irregular no Real Madrid. Tchouaméni comete erros nos piores momentos. Passes para trás que viram chances para o adversário, posicionamentos defensivos duvidosos em grandes jogos, cartões amarelos desnecessários. A França o precisa como âncora do meio-campo, e é exatamente esse nível de pressão que traz o pior dele.

2. Florian Wirtz (Alemanha)

Wirtz é o jogador mais empolgante que a Alemanha teve em anos. No Bayer Leverkusen foi espetacular. Mas dar o salto da Bundesliga para uma Copa do Mundo de 48 times é um passo que destruiu talentos mais experientes. Wirtz tem 23 anos e carrega toda a pressão de um país que espera que ele e Musiala revivam o futebol alemão. É muito peso. E a história nos diz que jogadores jovens com hype máximo raramente entregam em sua primeira grande Copa do Mundo.

1. Lionel Messi (Argentina)

O GOAT. Campeão do mundo. Lenda viva. E o jogador mais supervalorizado da Copa do Mundo 2026 — não pelo que foi, mas pelo que será. Aos 38 anos, vindo de três temporadas na MLS, o Messi chega com as pernas mais lentas e o hype mais alto de qualquer jogador do planeta. A Argentina vai construir a equipe em torno dele, vai sacrificar intensidade e pressão para ter o gênio em campo, e se as pernas não responderem — o que aos 38 anos é mais provável do que improvável — todo o projeto desmorona.

Não é falta de respeito. É realismo. O Messi do Catar 2022 não existe mais. O que resta é a marca, a esperança e um jogador que pode mudar um jogo com um lampejo de genialidade… ou desaparecer durante 85 minutos.


Estou errado? Provavelmente em dois ou três. Mas não em todos. Volte a ler essa lista depois das quartas de final e me diga quantos desses jogadores entregaram o que se esperava. Aposto que menos da metade.

Mais opiniões que você não quer ouvir em nossa seção da Copa do Mundo 2026. Leia por que a França é o favorito mais supervalorizado e por que 5 seleções não sobrevivem à fase de grupos.